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Colors can speak

“Colors can speak” é um espaço de partilha de coisas que as mulheres adoram e não só. Falamos sobretudo de beleza mas todos os assuntos são bem-vindos. No fundo, um blog de duas mulheres que gostam de partilhar ideias!

Rita em Paris - Dia 1

Isto é que foi!!!! 4 dias de passeio e estou de rastos. Ainda estou a recuperar da azafama que foi tentar ver Paris em 4 dias. Foi uma loucura e posso-vos dizer que quando cheguei a casa a sensação é que precisava de férias das mini-férias. Mas foi lindo, valeu muito a pena e se vocês aí do outro lado do ecrã, estão a ponderar ir a Paris, não ponderem mais! Vão e pronto! E se tal como eu têm um tempo reduzido para ir espero que este meu relato turístico vos ajude. 

 

A manhã do primeiro dia foi praticamente perdida na viagem. O objetivo era ir o mais cedo possível para aproveitar bem e de facto fomos mesmo. Eram 4h30 da manhã já estávamos no aeroporto e às 6h já estávamos a voar. Quando aterrámos foi basicamente perceber para onde nos dirigirmos. Como aterrámos no Charles de Gaule, o mais fácil foi ir de comboio até à Gare du Nord e depois de metro até á estação mais perto do nosso hotel. Ficámos num IBIS de 3 estrelas, perto da Place da La Bastille. A estação de metro mais próxima era Ledru-Rollin. A viagem de comboio até à Gare du Nord é que foi super demorada. Não se sei se apanhámos um dia mau mas o comboio parava imenso tempo em todas as estações. Depois de metro já foi bem mais rápido. O que é certo é que só chegámos ao hotel perto do meio-dia, quando tínhamos aterrado antes das 9h30 (hora local). A viagem de comboio do aeroporto até à Gare du Nord são 10€ por pessoa.

 

Depois foi o tempo todo contadinho. Foi só deixar as coisas no hotel, comer qualquer coisa no MacDonalds (ligeiramente mais carote que em Portugal) e começar a estudar as linhas do metro para ir até ao Louvre. E o metro assim à primeira vista não é nada fácil! O que me valeu foi a lição bem estudadinha em casa e saber mais ou menos o nome das estações do metro onde tínhamos que sair para visitar cada local. Porque são cerca de 15 linhas de metro com pelo menos duas ou três linhas de comboio lá metidas, todas a cruzar entre si. É muita cor e número para absorver assim logo de chofre. Mas lá nos entendemos. E fizemos uma coisa inteligente, pelo menos achamos que sim, que foi comprar um bilhete de metro para 5 dias (não havia de 4) para podermos andar à vontade. Foi puxadote mas ainda assim compensa... ficou a cerca de 35€ por pessoa mas podíamos andar a toda a hora e em todas as linhas do centro de Paris. 

 

Lá chegámos à estação Louvre-Rivoli que fica de um dos lados da fachada do Louvre. Depois foi só andar um pouquinho atravassar um pátio e dar de caras com as famosas pirâmides do museu. São lindas! E para quem desejava tanto visitar Paris como eu, até me deu arrepios. Mas o que se encontra dentro do museu é igualmente espetacular. As pirâmides estão rodeadas pelo museu propriamente dito e a entrada faz-se através da pirâmide principal. Quando entramos descemos a uma sala tipo hall que dá acesso à compra dos bilhetes e às várias salas de exposição. Soube tão bem entrar até porque estava um frio de rachar. Acho que foi o pior inimigo nestes dias, a par das dores nas pernas. Um frio de cortar mesmo. O que valia era o solinho. A entrada para o Louvre são 12€. Não achei excessivamente caro tendo em conta a beleza. Para um verdadeiro apreciador de arte acredito que renda dois dias no mínimo de visita, porque tem muita coisa digna de espanto. A própria estrutra do museu, as paredes, os tetos, é tudo de cortar a respiração. Ainda lá estivemos umas 3 horas que acreditem não é nada! Há muita coisa para ver, tudo dividido por autores ou por época, seja esculturas ou pituras. E claro a Monalisa. Não é pela excecional beleza mas estar ao pé de um dos quadros mais famosos do mundo dentro de um dos museus mais famosos do mundo, é uma sensação espetacular. Eu só não andava lá aos pulinhos porque parecia mal e porque enfim estava acordada desde as 3h30 da manhã.

 

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Quando nos cansámos do Louvre (se é que é possível) atravessámos o Sena pela Pont Des Arts, a tal dos cadeados. Está carregadinha, mas já lá tem umas placas de cartão a tapar que não deixam colocar mais. No entanto à entrada e saída da ponte ainda é possível colocar porque algumas partes não estão tapadas. Depois de atravessarmos a ponte caminhámos pela margem do Sena e ainda caminhámos bastante até avistar a Notre-Dame. Senti-me a Esmeralda do Corcunda de Notre-Dame. É igualzinha ao filme de desenhos animados, um dos meus preferidos. É linda e magestosa, e com um bocadinho de atenção (e zoom numa fotográfia também) dá para ver lá no alto as gárgulas a que o Corcunda se agarrava e que falavam com ele (ai ai! suspiro de menina de 9 anos). E lá dentro ia morrendo. Aqueles vitrais cheios de cor são iguaizinhos aos do filme. Até me apetecia chorar! Só foi pena não termos conseguido subir às torres porque já estava a fechar. Mas valeu a pena a visita. 

 

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O nosso objetivo em seguida era ir até à praça do Hotel de Ville, jantar e ir para o nosso hotel. E foi quase assim... Andámos um pouquinho perdidos porque já estávamos baralhados com as margens do rio e em qual é que estávamos. Fomos até à zona de La Sorbonne (chiqueee!!!) e voltámos para norte outra vez até darmos com o local. Entre perguntar a uma a outra pessoa lá nos safámos. O meu inglês dá para o gasto e os franceses vão-se desenrascando também. Lá nos fomos entendendo. Acabámos por jantar numa pizaria. Alerta: jantar fora em Paris é caro e, ou tivemos muito azar, ou a nossa comida é bem melhor. Temos que ser melhores em alguma coisa, certo? 

 

E depois direitinhos para o hotel (de metro chegasse rápido a todo o lado) e xixi cama que estávamos estoiradinhos.

 

Esperem pelo relato do segundo dia que vão gostar.

 

Beijoooosss

 

Rita

 

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